Os caminhos para cimentos duráveis e mais sustentáveis
Por Silvia Vieira*
As mudanças climáticas são alterações de longo prazo no padrão de temperatura e do clima no planeta. Essas mudanças podem ser naturais, mas, de acordo com as Nações Unidas, desde o ano de 1800, as transformações no clima têm sido intensificas e promovidas, principalmente, pela ação humana. As mudanças climáticas têm um impacto significativo no meio ambiente, com consequências potencialmente catastróficas como, por exemplo, dificuldades em produzir alimentos, o que pode causar aumento da fome e das guerras, além de tornar grandes área do planeta inabitáveis.
Os gases de efeito estufa, entre os qual está o dióxido de carbono (CO2), são em grande parte responsáveis por essas mudanças, já que atuam como um escudo, aprisionando e dificultando a dissipação do calor do sol, aumentando a temperatura média da Terra.
A fabricação de cimento gera emissão de CO2 devido à descarbonização do calcário durante a produção do clínquer, que é um constituinte essencial do cimento. Por isso, a indústria do cimento se comprometeu a reduzir sua pegada ambiental e produzir concreto neutro em CO2 até 2050. Reduzir o uso de clínquer no cimento é a maneira mais eficaz de diminuir as emissões relativas à produção do cimento. Isso é conseguido com o uso de materiais que são adicionados ao cimento em substituição ao clínquer, como escórias, pozolanas e fíler calcário. Essa prática favorece a economia circular, pois normalmente essas adições são subprodutos de outras indústrias que, de outro modo, seriam descartados.
O teor de clínquer dos cimentos da Votorantim Cimentos já é, há muitos anos, um dos mais baixos do mundo. Isso se deve à postura inovadora da Votorantim Cimentos em relação ao uso de materiais cimentícios, à distribuição geográfica de nossas fábricas, que facilita o acesso a diferentes tipos de adições e à norma de pozolana para uso em cimento NBR 16697:2018 que é baseada em desempenho.
Além da redução da pegada de CO2 dos cimentos, o uso de materiais cimentícios suplementares traz uma série de outros benefícios: aumenta a vida útil dos depósitos de calcário e argila usados para produção do clínquer, reduz o uso de combustíveis fósseis na fabricação do cimento, e eleva a durabilidade do concreto, prolongando a vida útil das estruturas.
Os cimentos com baixo teor de clínquer têm sido usados, com inúmeras vantagens, para a construção de obras importantes e emblemáticas no Brasil. Cimentos com alto teor de escória de alto forno foram usados nos concretos do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ), construído na Baía de Guanabara em contato direto com o mar; na Ponte Estaiada, em São Paulo (SP), por onde passam cerca de 8 mil carros por hora; e no acelerador de partículas SIRIUS, em Campinas (SP), que requeria um concreto sem fissuras, para blindagem da radiação. Os cimentos com alto teor de adição de pozolana de argila calcinada também foram os escolhidos para as obras das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau, ambas em Rondônia, e de Teles Pires, na fronteira dos estados do Pará e Mato Grosso, em função da maior durabilidade que eles conferem aos concretos.
A Votorantim Cimentos compreende seu papel na atenuação das mudanças climáticas e vem agindo de modo proativo, inovador e responsável para entregar ao mercado produtos cada vez mais sustentáveis. Entendemos que somos parte da solução para a descarbonização do planeta.










